segunda-feira, 26 de março de 2012

Peça de teatro: Confissões das Mulheres de 30

Coincidência ou não, essa semana fui convidada por uma loja de roupas e calçados Ocho que fica em São Paulo no Bairro do Belém para assistir essa comédia. O título Confissões das Mulheres de 30. Quando recebi o convite não acreditei, quase o nome do meu blog! Preciso ir, com certeza. E valeu muito a pena...
Saí de lá com a maquiagem borrada de tanto rir e de no final me emocionar pois as atrizes Juliana Araripe, Camila Raffanti e Wanessa Morgado são demais. Souberam relatar com detalhes todos os dramas, excentricidades e pra dizer a verdade, as loucuras das mulheres de 30. Falaram sobre sexo, trabalho, separação, filhos, mudanças no nosso corpo e outros assuntos que foram tratados de forma detalhada e muito engraçada. Falei para o meu marido "Agora você me entende, não sou louca, somente tenho 33 anos..."
Recomendo a todas vocês, não irão se arrepender e vão se identificar muito em várias cenas da peça.

A peça foi assistida por mais de 150.000 pessoas e tem temporada curta. Por isso, não percam!

Teatro Anhembi Morumbi
Fica ao lado da Universidade Anhembi Morumbi
Rua Dr. Almeida Lima, 1176 - Brás (fica bem próximo do Metrô Bresser e tem várias linhas de metro que param na Radial Leste que é do lado da rua do Teatro)
A peça ficará em cartaz do dia 24/03/12 a 27/05/12
Sábados às 21:00hs e domingos às 20:00 hs. A peça tem em torno de 1:30hs de duração.
Valores: Sábado - inteira R$ 40,00 e meia R$ 20,00
Domingo: inteira R$ 30,00 e meia R$ 15,00.


Antes de sair de casa, depois de horas e horas se arrumando... NORMAL!






Família toda reunida na porta do teatro esperando a peça começar. Nessa hora a tia do meu marido ainda achava que estávamos indo à um Baile...rsrsrsrs



terça-feira, 13 de março de 2012

Minha filha cresceu...

Essa semana me deparei com esta verdade. Minha filha cresceu... Não é mais um bebezinho,que precisa de dedicação total e exclusiva, que não tem atitude própria e principalmente independência. Mesmo com 15 anos, é lógico, que ela tem regras a cumprir, tarefas a executar... Mas até então não tinha me dado conta disso, até ela receber pela primeira vez o convite para viajar com a família de uma amiga para a praia. É lógico que ela ficou muito empolgada pra ir, afinal de contas era aniversário da amiga dela e o melhor, ela ia ter a responsabilidade de se cuidar "sozinha".
Me deu um aperto no peito, uma vontade louca de dizer NÃO, mas não achei justo com ela. A Gabi é uma menina díficil de fazer amigos e ao mesmo tempo muito tímida. Eu sempre falo que já estava na hora dela começar a sair, conhecer gente nova, fazer uma "turminha", mas ela sempre prefere ficar em casa ou sair com a gente. No começo, pensei que tivesse algo errado com ela, mas depois com o tempo fui percebendo que realmente é a personalidade dela. Eu brinco com ela que eu devo ser a unica mãe dessa face terrestre que empurra a filha pra sair de casa...
Lógico, que quando ela falou da viagem, eu gelei... pensei "como vou sobreviver esse final de semana sem ela, sem a minha supervisão". Aí os incentivos de sair de casa, de ter amigos foram por agua abaixo. Não quis demonstrar isso pra ela porque é óbvio que eu precisava soltá-la , que ela tinha que começar a saber como lidar com as situações diversas, pois devemos preparar os nossos filhos pra vida. Filho não é propriedade nossa, é propriedade do mundo. Por isso, temos que dar asas pra eles para que saibam voar e traçar as suas próprias trajetórias.
Pedi para que ela pedisse autorização ao pai dela, pois mesmo que a gente não viva juntoele é o pai e eu achei que ele também tinha que ter responsabilidade por essa decisão. Eu não tinha que ficar com todo o "peso" da decisão nas minhas costas. Além disso, como ela viajaria para outra cidade, sem a minha companhia, achei que era de extrema importancia que ele autorizasse.  E apesar de achar que ele não deixaria, já que é muito ciumento e controlador, ele deixou...
Meu coração quase saiu pela boca nesse final de semana, mas podem ter certeza, achei que ia ser pior, Fiquei surpreendida pela minha reação, pois eu achei que ia pirar. Mas eu senti que estava fazendo a coisa certa, na hora certa e com a família certa. Os pais da amiga dela me deixaram super segura e ela adorou a viagem. Eles a acompanharam em tudo e fizeram com que ela se divertisse muito.
Para a minha maior surpresa, ontem a noite o pai da amiga dela me ligou para se desculpar por não ter entregue a Gabi em mãos (ela subiu sozinha no elevador), mas que não tinha feito isso, porque já estava tarde e não queria nos incomodar. E o melhor, ligou para agradecer pela minha permissão e pela do pai dela, pois eles tiveram um final de semana perfeito e que a Gabi é uma menina muito agradável. Falou também que agora teríamos "trabalho" pois quando fossem para essa casa de praia, fariam questão da presença dela. Não precisa dizer nada. Que atitude! Hoje em dia, não existe mais isso, gentilezas estão cada vez mais em extinção, não existem mais famílias unidas dessa forma e saber que minha filha estará presente num ambiente saudável e principalmente com pessoas que percebi que são super do bem, me faz sentir muito mais confiante na decisão que tomei.
Para as mães que tem filhos na idade da minha ou próximas dessa idade, saibam que não é facil, mas é um mal necessário, pois é muito importante para o crescimento dos nossos filhos. E para as mães que ainda estão longe de passar por isso, já comecem a trabalhar isso na cabecinha de vocês, pois passa muito rapido e quando a gente vê, nosso filho já cresceu.
Pense sempre nisso, não criem os seus filhos como objeto de propriedade e sim encaminhe com uma boa educação, ensinando o que é certo e errado e principalmente com muito diálogo pois com certeza o retorno virá e eu estou tendo ele agora. Pois tive a grande surpresa de saber que fui muito feliz na educação que dei para a minha filha e que com certeza ela será uma grande mulher, cheia de virtudes, valores e uma bagagem familiar incrível. Filha! Obrigada por me fazer sentir que a minha missão como mãe está sendo cumprida, sei que tenho muito coisa para te ensinar e sei também que você nem sempre vai acertar, mas saiba que tenho um imenso orgulho de você e da pessoa que você está se transformando. Te amo! Você é o meu maior presente de Deus.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O que realmente importa?

Quem durante essa fase da vida, nunca se perguntou? Qual é a minha missão aqui? Será que estou no caminho certo? Pequenas e grandes decisões podem nos desvirtuar da nossa missão maior e isso pode mudar todo o percurso da nossa vida. A vida passa tão rápido, que decisões erradas podem ocasionar erros e decepções muito grandes no futuro.
Acredito que aos 30 anos essas perguntas começam a "martelar" a nossa cabeça. Confesso que aos 33  ainda estou em processo de descobrir qual é a minha missão e posso dizer com toda propriedade, é muito difícil pensar sobre esse assunto. Não estou questionando religiões e nem destino, pois acredito que o nosso destino é definido através das nossas decisões que tomamos no decorrer da nossa vida. Pequenas e grandes decisões podem mudar todo o nosso destino. Pensem nisso...
No ano passado, comecei a me questionar sobre o assunto. Será que estou na profissão certa? O que eu fiz até agora? O que eu quero para o meu futuro? Pensando sobre estes e outros questionamentos, fui apresentada pela minha sogra ao livro do escritor Anderson Cavalcante, O REALMENTE IMPORTA? Comecei a folhear algumas páginas e pensei, PRECISO LER ESSE LIVRO URGENTE! Recomendo a todas as pessoas a lê-lo, pois nos faz pensar, refletir no que estamos fazendo de certo e errado e como descobrir a nossa missão. Quais as nossas visões de futuro, quais os valores que regem a nossa vida, como traçar metas e objetivos e finalmente um plano de ação. Pois não adianta nada, refletir e refletir e não agir, né,? No livro, ele propõe alguns exercícios que de forma fantástica nos levam a resposta que queremos ter.   A maneira como ele escreve o livro é maravilhosa, não é um livro cansativo, pelo contrário, quando começamos a ler não paramos mais... Dá vontade de "devorar" o livro... Recomendo para nós mulheres de 30 e para todas as idades, pois nunca é cedo ou tarde para realizar o que realmente queremos.

Esse livro mudou a minha vida, posso dizer que ele está sendo um grande aliado para a minha luta pela melhora da Fibriomialgia e principalmente pela melhora da minha depressão. Pois ele me fez refletir muito sobre tudo que aconteceu comigo no decorrer da minha vida, as decisões que tomei e principalmente qual o caminho que devo seguir a partir de agora.

Quando lerem me comentem o que acharam e quem já teve o prazer de ler me contem como foi a experiência. Um abraço! Tati Calfat




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Conforme prometido: como descobri a Fibromialgia?

Bom... Vou começar, contando um pouco da minha infância. Eu fui a primeira filha e a primeira neta por parte de mãe. Fui muito esperada pela família e por isso, muito mimada por todos. Quando minha irmã nasceu, começaram os problemas, pois os meus pais não souberam lidar com o fato de ter vindo mais uma criança para a família. Ao mesmo tempo que queriam dar extrema atenção para a minha irmã, que seria natural, eles tiveram medo da minha reação, pois até então eu não sabia o que era compartilhar o amor, a atenção dos meus pais e dos outros membros da minha família. E com isso, ao entender deles, tudo que eles queriam dar para mim, tinha que dar para a minha irmã e vice-versa. Com isso, causou extrema competição entre eu e minha irmã, pois se ela ganhava alguma coisa, eu tinha que ter igual e se eu ganhasse ela também. Isso fez com que os anos se passassem e eu e minha irmã se afastasse, pois quando meus pais queriam dar alguma coisa para a minha irmã e não tinham como dar para mim, eu houvia histórias e muitas vezes, descobria a verdade e ficava muito chateada achando que era culpa da minha irmã que tinha feito de tudo para conseguir o que queria. Isso também acontecia com ela e acabou causando um distanciamento entre nós depois de um tempo. Além disso, como eu era a mais velha de todos e era criada pelos meus avós, junto com a minha irmã e meus primos mais novos, sempre tive a cobrança de dar bons exemplos já que eu era a mais velha e isso era muito constante em casa ou nos meus avós. Quando minha irmã me provocava e eu acabava batendo nela, era sempre eu quem apanhava dos meus pais pois era a mais velha e sempre achavam que era eu a culpada. Não culpo meus pais e nem meus avós por esses comportamentos, pois os pais sempre querem o melhor para os filhos e tenho certeza que eles com isso, tiveram o intuito de acertar. Eu como mãe também sei que cometi alguns erros e isso é normal, pois não nascemos com um manual de como criar os nossos filhos.
Na minha adolescência, mais precisamente aos 13 anos, tive artrite reumatóide juvenil e isso fez com que literalmente eu desse uma pausa na minha vida, já que levei 2 anos para receber alta. Essa doença atrofia todas as juntas do corpo e na época, eu não abria mais os braços e fiquei durante um tempo sem andar. Foi muito difícil lidar com tudo isso, já que na minha idade estamos descobrindo o mundo e eu fiquei privada disso por um bom tempo. Além disso, durante um tempo não frequentei a escola, só ia para fazer provas e tive uma rotina muito desgastante de natação diária para que eu recuperasse os movimentos. Graças a Deus, aos meus pais e aos médicos que cruzaram a minha vida, não fiquei com nenhuma sequela e passei a levar uma vida normal.
Com 17 anos, conheci um rapaz 9 anos mais velho e me apaixonei perdidamente. Meus pais não eram a favor do nosso namoro, justamente pela diferença de idade e por eles muitas vezes presenciarem brigas por causa do ciúme que ele sentia de mim. O fato dele ser mais velho, de ter me feito descobrir a minha sexualidade e de ser "proibido" fez com que eu insistisse em namorar com ele. Em menos de um ano de namoro, engravidei. Foi um choque para a minha família e mais uma vez fui muito cobrada por todos e sofri muito preconceito. Sei que eu não estava certa que eu tinha que me cuidar e para isso fui na ginecologista e fiz tudo direitinho, mas como minha mãe não sabia lidar muito bem com esses assuntos e ainda não gostava do meu namorado, quando viu que eu estava tomando anticoncepcional ficou furiosa e ao invés de me aconselhar e explicar, me disse que seu eu não parasse de ter relações sexuais com o meu namorado ela contaria ao meu pai. Como eu tinha muito medo do meu pai, a minha primeira reação foi parar de tomar o remédio, mas não parei de me relacionar com o meu namorado e um dia a camisinha estourou e eu engravidei.
Sempre quis ter a minha filha, nunca pensei em não tê-la e essa decisão foi muito complicada pois no início tiveram familiares que me apoiaram e outros que não e isso me deixou apavorada pois eu queria ter a minha filha, mas era muito nova para assumir toda a responsabilidade. Além disso, ainda tinha o meu namoro que era muito conturbado por conta do ciume que ele sentia por mim. Nos separamos quando eu estava no 6º mês de gravidez e tive dois princípios de aborto por conta das brigas que eu tinha com o meu antigo namorado. No dia 13 de novembro de 1996, a pessoa mais importante da minha vida nasceu e foi o dia mais feliz da minha vida. Acabei voltando com o pai da minha filha, mas ficamos mais 6 meses juntos, pois não conseguíamos ter um relacionamento saudável. Após o término, começaram os grandes problemas com o pai da minha filha, já que esse não aceitava a nossa separação. Com isso, senti muito medo, insegurança e ao mesmo tempo mais uma vez fui cobrada por todos, pois eu tinha que crescer, ser responsável afinal de contas eu era mãe. Não que eles estivessem errados, mas eu não estava preparada para lidar com tudo isso e com todos os outros problemas que passaram a existir: pedir para o juiz a guarda da minha filha, pensão e horário de visitas. Tudo isso foi muito desgastante para mim. Depois que minha filha nasceu comecei a sentir diversas dores no corpo e principalmente na coluna, o que me rendeu uma ficha enorme nas clinicas ortopédicas, pois tive diversas tendinites, dores lombares, lesão no joelho e etc. Já era a 1ª manifestação da Fibriomialgia
Quando minha filha tinha 8 anos, conheci o Alvaro, meu marido, e resolvemos não nos desgrudar mais. Depois de 6 anos e muita luta nos casamos.
No ano passado, comecei a sentir que o sono estava mudando. Antes eu dormia com facilidade e naquela época era quase impossível pegar no sono e quando isso acontecia eu não tinha um sono tranquilo. Dormia e acordava diversas vezes, tinha pesadelos. Na mesma época, meu marido começou a ir para a academia e eu o culpava que ele estava ficando muito cansado e por isso roncava muito e não me deixava dormir. Foram meses de revezamento no sofá para que conseguisse dormir pelo menos um pouco. Com o tempo, a falta de uma noite bem dormida, começou a me acarretar dores no corpo todo e muita fadiga, principalmente de manhã. Além disso, comecei a sentir dores com maior intensidade em algumas partes do corpo. Primeiro foi no pulso. Procurei um médico que disse que eu estava com tendinite. Tratei e a dor foi amenizada. Depois de 15 dias, comecei a sentir uma dor muito forte no pescoço. Novamente fui para a clinica ortopédica e o médico disse que eu precisaria fazer RPG para corrigir a minha postura. Mais 15 dias depois, comecei a sentir dores nos braços, mas não eram em articulações e sim no músculo. Aí comecei a desconfiar que tinha algo errado comigo, pois era muito estranho eu estar sentindo tantas dores em um espaço muito pequeno de tempo. Comecei a desenvolver a depressão e só chorava, pois não estava sabendo lidar com todas essas situações. Comecei a procurar diversos médicos, já que eu e minha família começamos a desconfiar que a Artrite Reumatóide tinha voltado. Passei por diversos médicos, fiz diversos exames para descartar a artrite, lupus e outras. Até que uma reumatologista diagnosticou a Fibromialgia. Comecei a tomar antidepressivos e remédios para dormir. Pois a minha dificuldade para dormir não tinha nada a ver com o cansaço do meu marido. Coitado! Brigamos tanto por causa disso... E comecei a fazer diariamente atividade fisica e sessões semanais com a psicóloga.
Vocês devem estar pensando, por que contei tudo isso sobre a minha vida? Para exemplificar que a causa da minha Fibromialgia teve tudo a ver com as cobranças e os acontecimentos que se sucederam em diversas etapas da minha vida. Claro que eu sempre tive a predisposição a desenvolver a doença, mas os acontecimentos que fizeram com que ela fosse desenvolvida. Por isso, que pessoas com problemas bem maiores que os meus nunca desenvolveram esta doença, pois elas não possuem geneticamente esta predisposição.
Hoje, depois de 8 meses, estou com a Fibriomialgia controlada. Estou dormindo com ajuda de remédios e praticando muito exercício fisico: caminhada, corrida e musculação. Isso me rendeu 12 Kgs a menos...(pelo menos uma coisa boa, né) e a descobrir com a ajuda da minha psicóloga o que ocasionou a doença e estamos trabalhando para que eu melhore cada dia mais. Minha força de vontade e o amor que eu tenho a minha vida e a minha família me fizeram ter forças para lutar contra tudo isso. Tenho orgulho do progresso que tive durante esses meses e por isso, digo. Se você estiver passando por isso, saiba que depende muito mais de você do que qualquer outra coisa e que tem uma maneira de conseguir levar uma vida normal.

Um abraço a todos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Fibromialgia: Você já ouviu falar? Leiam esta postagem.

Não gostaria de falar de doenças, pois é um assunto que não agrada, mas tenho a obrigação de alertar todas as mulheres, que como eu, estão acima dos 30 e que podem estar apresentando os sintomas ou conhecem alguém que está.
A Fibromialgia é uma doença mais comuns nas mulheres e os sintomas começam a aparecer normalmente após aos 30. Eu descobri há 8 meses que sou portadora desta doença e já conversei com várias mulheres da nossa idade que tem os sintomas mas nem sabem que a fibromialgia existe.
Mas o que é fibromialgia?
Fibromialgia é uma síndrome pelo qual gera dores crônicas em todo o corpo. Ela pode acontecer somente em alguns lugares ou no corpo inteiro. Alguns médicos dizem que esta doença é genética e que o paciente já nasce predisposto a desenvolver em alguma parte da vida a doença. Outros dizem que podem vir do stress, de algum trauma físico ou psicológico ou através da depressão.
Pouco ainda se sabe sobre essa doença, já que não existe nenhum exame laboratorial que a comprove. Para detectá-la são realizados diversos outros exames para descartar outras doenças, como artrite, reumatismo, lúpus, entre outras. Após descartar qualquer outro diagnóstico,o médico analisará os pontos de dor, pressionando os locais onde normalmente essa doença é sentida. São avaliados 18 pontos, sendo que se o paciente tiver 11, é diagnosticada a doença. Além disso, outros sintomas são associados a estas dores, como fadiga e rigidez matinal, problemas no sono (dificuldade para dormir, agitação e acordar diversas vezes durante a noite), problemas de concentração e memória. Esses sintomas devem ser percebidos e sentidos pelo menos durante 3 meses para que seja analisada a hipótese de diagnostico.
Ela não oferece nenhum risco de morte, porém é uma doença incurável, onde o paciente terá que conviver com ela. O tratamento é feito à base de antidepressivos, analgésicos e outros. Além disso, a atividade física é fundamental para a diminuição da quantidade de remédios e também para a melhora da qualidade de vida, já que o exercício faz com que o cérebro produza a serotonina (hormônio do bem estar) e isso melhora radicalmente a qualidade de vida e os distúrbios de sono.
Além disso, o tratamento psicológico é fundamental pois é nele que é tratada a depressão que está presente em 75% dos casos e além disso, é possível descobrir em qual estágio da vida a doença foi desenvolvida e como podemos lidar com ela. Para alguns psicólogos, a fibromialgia é chamada de "Síndrome da Mulher Maravilha", pois normalmente estes pacientes são pessoas que querem "dar conta" de tudo, são metódicas, não tem coragem falar NÃO, se sentem muito cobradas pela sociedade e por todos que estão a sua volta e ela mesmo se cobra muitas vezes sem motivo. Às vezes, a infância, a maneira como foi educada pelos pais, algum trauma físico ou emocional na adolescência podem desencadear a síndrome.
Por isso, se você está sentindo estes sintomas ou conhece alguém que está passando por isso, aconselho que procurem um Reumatologista, pois é o médico mais indicado para o tratamento. Não se auto mediquem e principalmente tenham consciência que a qualidade de vida após a descoberta dependerá muito mais da sua força de vontade, do que dos remédios e dos médicos.
No próximo post conto pra vocês como eu descobri que era portadora desta doença e como estou conseguindo controlá-la. Espero ter ajudado alguém de alguma forma pois é esse o intuito desta postagem.

Um abraço e fiquem com Deus!



Pontos de dor analisados para descobrir a fibromialgia